# News Julho/2015: Zabelê participa do programa Cantoras do Brasil

Em setembro estreia a nova temporada do Cantoras do Brasil, no Canal Brasil, com Zabelê, Julia Bosco, Antonia Pires de Morais, Camila Honda, Isaar, Marieta e Alessandra Leão. Mais novidades em breve!





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# News Junho/2015: Com participação de amigos, primeiro disco de Zabelê explora história musical da cantora

Autointitulado, álbum foi produzido por Domenico Lancellotti



Caso Zabelê não gostasse de música, a vida dela seria difícil. Filha do casal Baby do Brasil e Pepeu Gomes, a cantora foi criada em um ambiente inundado por sons. “Quando eu era criança, era complicado me mandar pra escola. Meu pai tinha um anexo onde funcionava um estúdio, então, quando eu acordava, queria ir logo ver o que ele estava fazendo, e minha vontade era ficar lá o dia todo”, conta em entrevista exclusiva ao site da revista Rolling Stone Brasil.

Desde muito cedo, Zabelê se arrisca em performances. Fosse nos dias em que passava vendo os ensaios do pai ou aparecendo em videoclipes, como o memorável “Barrados na Disneylândia”. A consciência da possibilidade de uma carreira musical, entretanto, surgiu apenas quando a cantora se mudou para Nova York. Lá, um grupo de amigos que tocavam em uma casa de shows no Village, insistiu para que ela participasse da banda. Tiro e queda. Ao voltar dos Estados Unidos, a artista aceitou o convite para, ao lado das irmãs Sarah Sheeva e Nãna Shara, gravar alguns vocais do disco Um, de Baby.

A partir daí, Zabelê partiria em uma importante experiência na carreira dela: o grupo SNZ. “Durante os ensaios para a turnê com a minha mãe, ficou muito claro que eu e minha irmãs tínhamos uma química vocal muito interessante. Com isso decidimos elaborar um projeto nosso”. Com o grupo, foram 10 anos de carreira e quatro discos lançados.

Cerca de quatro anos após o fim do SNZ, Zabelê decidiu retomar a carreira dela sozinha, ou melhor, sem nenhum familiar. A cantora demonstrou enorme entusiasmo com o primeiro trabalho solo - homônimo - que, apesar de não ter a participação de nenhum relativo, está repleto de colaborações de amigos e vizinhos. “Conheço essa turma há muitos anos. Eu, [Veloso], Domenico [Lancelloyti] e Pedro Sá estudamos na mesma escola. Éramos uma trupe enorme”.

A boa relação de Zabelê com os músicos fica clara no álbum. Repleto de referências, o disco soa como um grande apanhado de tudo que a artista teve contado ao longo da vida. “Queria fazer algo que identificasse quem sou eu. Qual é a minha voz. E que também relatasse tudo que já vivi.”

“O disco foi gravado da forma mais artesanal possível. O estúdio tinha um clima de casa, foi tudo feito em fita, com todos os músicos em uma mesma sala”, conta. O ambiente de descontração era tamanho que “Céu”, segunda faixa do disco, surgiu a partir de uma jam session com Pedro Sá e Domenico. “Eles são muito criativos, o processo fluiu com muita naturalidade. Isso me fez ficar tranquila para me soltar nas músicas e fazer parte delas.”

O primeiro álbum solo de Zabelê não só convence, como coloca a cantora em um caminho criativo rico, rodeada de músico de peso no cenário da música popular atual, e ela entende isso. “Claro que agora minha cabeça está na montagem do show, na elaboração da turnê, mas não posso mentir, você sabe como é a cabeça de artista. Não para”, afirma. “Sou uma artista solo, mas penso todos os dias em fazer colaboração com mais amigos, com minhas irmãs e com meus país. Adoro conversar, mas prometi que não vou falar uma vírgula sobre o que vem a seguir. De qualquer maneira, acho bom todo mundo ficar de olho”.


Fonte: http://rollingstone.uol.com.br/noticia/entre-amigos-e-vizinhos-primeiro-album-de-zabele-explora-historia-musical-da-cantora/


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# News Maio/2015: Zabelê volta ao pátio da escola para gravar primeiro álbum solo

THALES DE MENEZES
DE SÃO PAULO
05/05/2015 02h15

Quando se sabe que a cantora Zabelê se isolou para ensaiar com seus músicos num sítio perto de Araras, na serra fluminense, é inevitável recordar o retiro rural dos Novos Baianos, banda dos pais, Baby do Brasil e Pepeu Gomes.

Mas, musicalmente, seu primeiro álbum solo passa longe de uma visita à mistura de rock, samba e ritmos regionais brasileiros que moldou os Novos Baianos.



A cantora Zabelê, que lança seu primeiro disco solo


"Zabelê", o disco, tem pop, bossa, balada, alguma levada de jazz, guitarras, metais e faixas minimalistas.

Zabelê, a cantora, não quis levar a família ao estúdio. "É um momento muito delicado, o começo de uma nova vida para mim. Mas quis ter alguém que tivesse conexão comigo, intimidade. Aí convidei o Domenico [Lancellotti] para produzir", diz ela à Folha.

Músico, produtor e colaborador de artistas importantes. entre eles Caetano Veloso, Fernanda Abreu, Adriana Calcanhotto e Orquestra Imperial, Domenico trouxe alguns amigos que se destacam nos discos da MPB recente.

A ficha do álbum "Zabelê" é um desfile de nomes disputados nos estúdios: André Carvalho, Pedro Sá, Kassin, Marcelo Callado, Alberto Continentino e Moreno Veloso.

Ela revela que essa escalação é fruto de longas amizades. "Domenico é um amigo de infância. Estudamos na mesma escola no Rio, a Senador Correia, que fica na praça São Salvador, Moreno estudou lá, o Pedro Sá também."

Zabelê define a gravação como "um flashback gostoso". "Lembranças de muitos anos atrás, de pátio, de recreio. Eu me sinto muito à vontade. Cada vez que eu ouço o disco penso: 'Caramba, não podia ser mais eu!'. Ele é tão eu que eu me assusto."

O repertório é de inéditas, muitas com cara de sucesso: o bolero "Enquanto Desaba o Mundo", de Kassin, "Nossas Noites", bossa-jazz de Domenico e Alberto Continentino (responsável por fortes arranjos de metais no disco), "Prática", música "pra cima" de André Carvalho (filho de Dadi) e "Na Paz", música delicada de Luísa Maita.

O álbum é leve, "solar", como diz Zabelê. A voz da cantora é impecável. Ela, que tem 40 anos, conta que as pessoas a cobram por ter demorado tanto a fazer um disco solo, depois de mais de uma década e três álbuns com o SNZ, grupo pop no qual cantava com as irmãs Sarah Sheeva e Nãna Shara.

Zabalê respeita a decisão da mãe e das irmãs, que são agora evangélicas, mas não as acompanhou. Está bem cercada pelos amigos talentosos, mas é evidente que segue seu caminhos sozinha.

Mesmo que muita gente vá adorar chamar a música que divide com Moreno Veloso no disco, "Cara de Cão", de uma espécie de segunda geração da tropicália. Deixe que falem.


ZABELÊ
ARTISTA
Zabelê
LANÇAMENTO independente
QUANTO R$ 25 (CD)


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/05/1624777-zabele-volta-ao-patio-da-escola-para-gravar-primeiro-album-solo.shtml

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# News Maio/2015: Herdeira de Baby e Pepeu, Zabelê prepara a turnê de seu primeiro CD solo

Cantora traz clima de Novos Baianos e mostra que tem estilo original, assim como a mãe.

LEANDRO SOUTO MAIOR.



Rio - Foram dez dias enfurnada em um sítio em Araras, na Região Serrana do Rio. “Foi um esquema bem Novos Baianos mesmo, alternando ensaios e banhos de cachoeira”, descreve Zabelê, sobre a preparação para os shows de lançamento de seu primeiro CD solo, a partir de abril em várias capitais do país.

Aos 39 anos, a filha número dois de Pepeu Gomes e Baby do Brasil é a cara da mãe. “Sou a mais parecida das filhas na fisionomia (são três mulheres e três homens), mas meu humor é totalmente do meu pai, que é muito brincalhão, sempre fazendo piadas com presença de espírito”, descreve-se Zabelê. “Minha mãe sempre teve essa raiz fashion e a gente aprendeu a gostar de se vestir com personalidade, a não ter medo de ousar”, diz ela.

A influência familiar, no entanto, só vai até certo ponto: Zabelê é a única mulher do clã que não seguiu o caminho evangélico, trilhado tanto por Baby como pelas irmãs Sarah Shiva e Nãna Shara (com quem formava o trio SNZ). “Eu encarei de forma muito natural essa mudança na família, aos poucos fui me acostumando com aquela religião. Particularmente, nunca me identifiquei, mas respeito, tenho muitos amigos evangélicos. Mas eu não sinto falta, me sinto inteira”, esclarece.

A despeito de sua filiação, para a estreia solo Zabelê não buscou ajuda na nobre linhagem musical familiar, de mãe e irmãs cantoras e pai, tios e irmão entre os melhores instrumentistas brasileiros. “Não quis trazê-los para dentro do estúdio, porque não queria que parecesse um disco de família. Não estou rejeitando, pelo contrário: amo o trabalho deles, mas esse momento eu queria que fosse só meu”, justifica.

Zabelê conta que cresceu com a cobrança de ser filha de quem é, de lidar com as expectativas de quem gostaria que ela fizesse um tipo de música assim ou assado, ou cantar um repertório que remeta aos Novos Baianos, por exemplo. “Sei que isso vai me acompanhar para sempre”, conforma-se. “As pessoas me param na rua para comentar: „Conheço tudo dos Novos Baianos, tenho todos os discos.‟ Tento não entrar nesse filme, de outra forma nunca conseguiria ser eu mesma.”

Zabelê cresceu escutando música 24 horas por dia. “Desde pequena, eu vi a carreira artística como um caminho natural a ser seguido. Minha mãe sempre disse que fez seis filhos pra ter uma banda em casa: três vocalistas e três instrumentistas”, diverte-se.

Ela conta que, se não fosse artista, gostaria de ter seguido o caminho da psicologia. “Gosto do assunto, tenho vários amigos psicólogos e adoro sair para conversar com eles. Acho que eu seria das boas. Tenho paciência para ouvir os outros”, orgulha-se.

Casada há 20 anos com Sérgio Menezes, que também é seu produtor, Zabelê ainda não se animou a ter filhos. “Minha mãe teve seis, mas acho que não chegou o meu momento. A geração deles é muito diferente da minha. Por enquanto, meu filho é o meu CD”, decreta.


HUMOR DEFINE O LOOK

Quando Zabelê era criancinha, o estilo extravagante de Pepeu e Baby causava rebuliço na escola. “Os amiguinhos queriam ver eles buscando a gente com aqueles cabelos coloridos. Achavam que a nossa casa era a própria Disney”, rememora.

Nem tão chamativa quanto a mãe no estilo, é a própria Zabelê quem cuida de seus looks. “Gosto de me vestir, me divirto. Sou bem eclética. Dependendo do meu humor quando acordo, posso querer algo mais romântico, como uma blusa florida, ou algo mais antigo, como um coque. Também gosto de maquiagem que remeta a uma coisa meio antiga, acho que combina com meu rosto.”

Zabelê malha (“Pelo menos tento!”) e faz hot ioga. “Sempre cuidei do corpo, acho importante”, ressalta.


Fonte: http://odia.ig.com.br/diversao/2015-03-14/herdeira-de-baby-e-pepeu-zabele-prepara-a-turne-de-seu-primeiro-cd-solo.html


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# News Maio/2015: Longe do gospel, única filha não evangélica de Baby busca identidade na MPB

Quem vê Zabelê de longe, ou tem algum problema de vista, pode facilmente confundi-la com a mãe, Baby do Brasil, ou com suas irmãs Nãna e Sarah, com quem formou nos anos 1990 o grupo pop SNZ. Marca da porção feminina da família, a semelhança física contrasta com a mentalidade da cantora, única do clã a não seguir a trilha evangélica.

Seu primeiro disco solo, o recém-lançado "Zabelê", marca um renascimento artístico: o que era apenas pop agora é também alternativo, é samba, é balada, com até certas doses de jazz. "MPB moderna, alternativa e contemporânea".

"Esses seis anos que passei longe da música, de introspecção, foram o tempo que eu precisava para me renovar artística e musicalmente. Foi fundamental para definir meu caminho, meu estilo musical", conta Zabelê ao UOL.

Religião? Só Deus. "Acredito e me conecto com Ele por meio da natureza. Mas não sou evangélica nem sigo uma doutrina. As pessoas confundem a gente, porque somos parecidas. Mas em momento algum falo isso querendo julgar ninguém. Pelo contrário. Acredito que as religiões podem se respeitar", diz.

O fato de ter optado por um caminho laico não significou problema dentro da família. Baby e as outras filhas, integrantes do Ministério do Espírito Santo de Deus em Nome do Senhor Jesus Cristo, deram a benção.

"A gente sempre se posicionou muito claramente. Dentro da família todo mundo tem a personalidade forte. E isso sempre foi respeitado entre nós. Desde o SNZ. As meninas eram evangélicas, e eu não era."


"A gente sempre se posicionou muito claramente. Dentro da família todo mundo tem a personalidade forte. E isso sempre foi respeitado entre nós." (Zabelê Gomes)


Com voz doce e afinada, que remete imediatamente à mãe nas canções mais lentas, Zabelê sai em turnê em julho, ao lado da banda Exército de Bebês, apadrinhada por Jorge Mautner.

O giro, que parte de Belo Horizonte, terá as músicas do disco, incluindo a retrô "Nossas Noites", que em breve ganhará videoclipe. Também haverá surpresas: faixas pinçadas do repertório dos pais. "Coisas legais, de discos antigos, que de repente as pessoas nem lembram muito bem."

Para se mover por si só, Zabelê voltou aos discos de cabeceira da adolescência: Gilberto Gil, Michael Jackson, Rita Lee, Stevie Wonder, Caetano e George Benson. "Vou de 8 a 80." Em estúdio, cercou-se de uma turma tarimbada, comandada pelo produtor Demoneico Lancelloti, parceiro de Caetano Veloso, Fernanda Abreu e Adriana Calcanhotto.

Ao contrário de experiências passadas, agora não há Baby, Pepeu nem ninguém da família envolvido no disco. E a escolha foi proposital. "A ideia era que a família viesse através do meu DNA natural, da minha herança. Quis que o disco tivesse uma assinatura da Zabelê. É uma renovação", diz a cantora, hoje aos 40 anos.

"Muita gente lembra dos sucesso dos SNZ. Perguntam porque não voltei antes, dizem que estavam com saudades. Isso é legal, me sinto amada. Cheguei agora. Vamos matar essa saudade! (risos)."


Fonte: http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2015/05/28/longe-do-gospel-unica-filha-nao-evangelica-de-baby-busca-identidade-ne-mpb.htm


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# News Maio/2015: Zabelê sai da asa da mãe e voa alto


Filha de Baby do Brasil se une a músicos da cena contemporânea carioca em seu primeiro disco solo

MAURO FERREIRA

Rio - Filha de Baby do Brasil com Pepeu Gomes, a cantora Zabelê Gomes já faz música desde os anos 90, década em que formou o trio de pop industrializado SNZ com suas irmãs Sarah Sheeva e Nãna Shara. Mas é somente agora, com a edição de seu primeiro disco solo, ‘Zabelê’, lançado este mês, que ela sai da asa da mãe e alça voo longe da família.




Produzido por Domenico Lancellotti, o álbum ‘Zabelê’ (Pommelo Distribuições) reúne na ficha técnica os maiores nomes da cena contemporânea carioca. Além de tocarem no disco, eles são compositores do repertório formado por dez músicas inéditas. Kassin é o autor do belíssimo bolero pop romântico ‘Enquanto desaba o mundo’, grande destaque do disco. A atmosfera romântica do tema é bisada em ‘Colado’, parceria de Domenico com Alberto Continentino.

Embora o CD molde personalidade própria para Zabelê, há inevitáveis ecos do som dos Novos Baianos e da música feita por Baby do Brasil e Pepeu Gomes na década de 1980. O suingue da guitarra de Pedro Sá na faixa ‘Atenção’, boa parceria de Marcelo Callado com Quito Ribeiro, reverbera levadas do pop ‘novo baiano’. ‘Cara de cão’, música de Domenico com Gustavo Benjão, gravada por Zabelê em duo com Moreno Veloso, também ecoa tal influência. É a força do bom DNA.

Com postura zen, evidenciada na etérea ‘Na paz’, tema de Luísa Maita, o disco ‘Zabelê’ transita pelo universo pop contemporâneo, incluindo faixas pontuadas pela leveza romântica — caso de ‘Nossas noites’, parceria do recorrente Domenico Lancellotti com Alberto Continentino — sem deixar de pôr pressão (através dos metais) em músicas como ‘Céu’, parceria de Zabelê com Pedro Sá e Domenico.

Filho do ‘novo baiano’ Dadi, André Carvalho é o autor de ‘Prática’, faixa que abre o CD em que Zabelê voa alto.


Fonte: http://odia.ig.com.br/diversao/2015-03-16/zabele-sai-da-asa-da-mae-e-voa-alto.html


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# News Abril/2015: Zabelê do pop ao samba


Cantora filha de Novos Baianos acaba de lançar seu primeiro trabalho solo, que não lembra em nada o som de seu antigo grupo, o SNZ



Ela foi o Z do grupo pop de irmãs dos anos 2000, o SNZ. Também é filha de Baby do Brasil e Pepeu Gomes, eternos Novos Baianos. Ela é Zabelê, e quinze anos depois dos hits americanizados com levada pop, a cantora acaba de lançar seu primeiro disco solo, resgatando sons que lembram a época de seus pais.

Em uma entrevista exclusiva por telefone, ela disse estar vivendo esse momento, que é só seu, de maneira intensa. Com a alegria estampada na voz, a carioca, hoje com 40 anos, demonstra viver sua melhor fase. Zabelê contou que ficou muito tempo afastada da música para descobrir a si mesma "sem interferências". Foi morar fora do Brasil para estudar arte e voltou preparada para dar o primeiro passo de uma carreira independente da família.

Nesse meio tempo, se encontrou com Domenico Lancellotti (músico muito influenciado pelo samba), ouviu composições de diversos artistas da nova leva da MPB e viu que ali sua voz e raizes se encaixavam. Lancellotti, inclusive foi quem produziu seu disco. "Para mim esse trabalho é realmente um marco, um momento da minha vida muito gostoso e que simboliza um recomeço", conta Zabelê.

A banda que a acompanha no disco homônimo é formada por Pedro Sá, Rubinho Jacobina, Alberto Continentino e Kassin, que têm vasta experiência com música brasileira. As composições são de Luisa Maita, André Carvalho — filho de Dadi (Novos Baianos) — do próprio Domenico e também de Zabelê. E ainda tem um encontro com Moreno Veloso, filho de Caetano, na faixa Cara de cão.

No papo a seguir, ela fala sobre o novo projeto, a influência da família, religião e drogas.



Processo criativo

Você continuou fazendo música desde o término do SNZ?
Continuei pensando em música. Fiz um laboratório muito natural, sem fazer planos sobre o que iria fazer futuramente. Foi bom pra oxigenar as ideias, renovar e me conhecer melhor.

Como você concebeu o disco novo? Na realidade, quando comecei a fazer essa pesquisa, convidei o Domenico Lancellotti para participar desse laboratório musical. Ouvimos muita coisa dessa nova geração da MPB e aí fomos para o estúdio. Tem músicas de uma galera muito interessante, e tem também uma composição minha com o Domenico, Céu. As bases foram gravadas juntas, sabe? Fiz a voz em fita cassete, um método antigo que está sendo bastante explorado de novo.

Ele bebe muito na fonte do samba, característico dos Novos Baianos. Esse tipo de música você sempre ouviu? Porque o SNZ era pop, mas a sua voz também casa com esse ritmo. Exatamente! A música tem que formar um casamento com a voz do cantor. Quando escutei as composições, queria sentir todas as melodias e me apaixonar por elas. Todo o trabalho musicalmente falando foi pensado no sentido do que mais combinava com a minha voz. Da maneira mais natural e orgânica possível. É a minha identidade, queria que as pessoas me conhecessem. Esses ritmos estiveram muito presentes durante essa pausa que fiz do SNZ até aqui, também pela minha formação musical de família.

Sua irmã, Sarah Sheeva, disse em uma entrevista que nos últimos shows do grupo não se identificava mais com o som que fazia ali. No SNZ você sentia essa identidade? Sempre precisei estar totalmente conectada com o que fazia. Se faço alguma coisa, eu preciso ser aquilo, entende? Não conseguiria cantar se não fizesse sentido. Durante o tempo do SNZ eu tinha uma verdade ali. Naquele momento, cada uma de nós colocava a alma no projeto e aquilo me preenchia. Isso que era legal no grupo, a postura de enxergar o lado de cada uma.



Baby com os filhos: Pedro Baby, Nãna Shara, Kriptus, Sarah Sheeva, Krishna Baby e Zabelê.


Família, drogas e religião

Como é sua relação com as suas irmãs?
Somos muito apaixonadas uma pela outra. A gente teve uma criação de muito carinho, mamãe passou isso de uma maneira muito forte durante a nossa criação. A gente se conecta o tempo todo, nos respeitamos muito. Isso é o principal, a gente precisa respeitar as escolhas de todo mundo. Somos diferentes, mas ainda assim somos irmãs.

Você foi a única que não se tornou evangélica. Essa escolha sempre foi respeitada? Foi uma escolha muito pessoal. Eu respeito, tenho vários amigos evangélicos. Tenho amigos de todas as religiões, aliás. Mas nunca me impressionei por nenhuma delas. Tenho influência por todos os lados e nunca senti falta de escolher um único deles. Se a pessoa se realiza naquilo, ótimo. Mas não me identifico. E poxa, somos cinco irmãos… Cada um tem um mundo diferente dentro de si, fomos ensinados a ser assim desde sempre. Nos respeitamos sempre.

E drogas? Sua mãe me contou que sempre foi muito aberta com vocês sobre isso. A minha relação com drogas é zero vírgula zero, zero, zero. Minha e das minhas irmãs. A gente sempre teve uma coisa de viver a vida de uma maneira natural e plena. As pessoas sempre acharam isso esquisito e puritano, como se estivéssemos negando alguma coisa. Mas se todos sentassem na nossa cadeira, eles entenderiam que a gente veio de uma geração que meteu o pé na jaca, que passou pela ditadura militar… Eles tinham um outro propósito com as drogas: a liberdade. Era pra esquecer dos problemas e da pressão que eles viviam. A nossa geração não tem isso. Minha mãe nunca foi uma pessoa de esconder as coisas, pelo contrário. Ela sempre conversou abertamente com a gente e talvez por isso nos tornamos avessas. Essa nossa postura de negação chama a atenção porque somos filhos de Novos Baianos, de uma geração "hippie"… Todo mundo pensa que a gente deveria ser como a Amy Winehouse [risos].


Com a mãe, Baby


Herança e influências

Você canta uma música com o Moreno Veloso, filho do Caetano. Como foi reunir a segunda geração dessa leva tropicalista em um mesmo trabalho?
Foi muito legal! O Moreno mixou o disco todo e durante as gravações ele cantarolava músicas dele e do pai dele. Eu sempre ouvia e pensava que ficaria legal juntar a minha voz com a dele. Achei que ia super combinar. Então, eu o convidei para cantar Cara de Cão comigo e foi uma alegria. Filhos de uma geração fazendo música juntos é isso: anos depois, em momentos diferentes, mas sem deixar de lado aquela bagagem musical e política que veio de herança.

Sua mãe e seu pai te influenciaram diretamente no CD? Quis que esse momento fosse realmente só meu, não queria que virasse um disco de família. Foi importante pra mim que eles não participassem agora. Vão ter outras chances de cantar com eles durante a vida inteira. Eles estão no meu DNA. Tenho total influência deles pela faculdade musical que tive dentro de casa. Eu já tenho essa mistura de papai e mamãe dentro de mim naturalmente, desde pequena. Acho que isso é transmitido no meu som sem que eu faça nenhum esforço.

Você se incomoda com essas responsabilidades e comparações? Isso me acompanha desde sempre. Acho que filho de artista tem isso, sabe? As pessoas lembram dos pais. É como a questão das drogas que você perguntou, existem essas ideias pré-concebidas. É natural, vivo isso desde pequena. Eu preciso escolher o meu caminho sem querer apagar essa cobrança. É difícil entenderem quem é a Zabelê, quem é a artista de agora que está começando uma carreira solo. E ela é diferente da Baby, do SNZ e do Pepeu? É, porque ela é ela. As pessoas precisam aceitar o novo pra entender que cada um tem seu caminho. Nunca vou renegar as minhas raízes, mas penso dessa maneira.

E quem é a Zabelê hoje? A Zabelê é uma pessoa super criativa [risos]. É uma pessoa que está inteira e se entregando cem por cento, vivendo o agora. E justamente por isso está feliz, sendo verdadeira e mostrando sua identidade no trabalho e na vida como um todo. Eu me sinto plena e isso me faz feliz. Me faz feliz ser verdadeira comigo mesma.

Esse disco é só o primeiro? Não tenha dúvidas! Eu comecei o ensaio da turnê e já começamos a compor mais músicas. Esse é só o começo!


Fonte: http://revistatpm.uol.com.br/entrevistas/zabele-do-pop-ao-samba.html


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# News Março/2015: Lembra do SNZ? Zabelê está de volta, em voo solo


Ô, ô, a Zabelê voltou! A Zabelê voltou!

Desculpem-me pela musiquinha de torcida organizada, mas eu sempre adorei tudo ligado à Baby Consuelo (exceto a mudança de nome para Baby do Brasil, desculpa!) e soltei fogos ao ver que a Zabelê está lançando um álbum solo.



Vamos ao contexto: Zabelê era o Z do SNZ, girl band brasileira super bem sucedida que compunha com as irmãs Sarah Sheeva e Nãna Shara. Bombaram nas rádios na virada do milênio e, depois de 2003, a coisa esfriou. Sarah se tornou evangélica e resolveu buscar outro caminho e foi cantar sozinha. A banda acabou em 2009 — nessa época, a explicação para o S era "Só Nana e Zabelê", o que acho maravilhosamente criativo.

Zabelê, que está prestes a fazer 40 anos mas continua com cara de 19, colocou no mercado nesta semana seu primeiro disco solo, cujo título leva seu nome. São dez faixas, bem gostosinhas de ouvir, assinadas por compositores como Kassin e Luísa Maita. A produção é de Domenico Lancellotti. No site da cantora você pode achar mais informações sobre onde e como comprar.


QUE FIM LEVARAM AS OUTRAS IRMÃS?


S-A-U-D-A-D-E!


Ambas se dedicam ao mundo evangélico em pregações e shows. Sarah Sheeva hoje é pastora e apareceu em diversos veículos divulgando seu Culto das Princesas, em que propõe regras para as mulheres que estão à procura de seu princípe e querem viver os preceitos bíblicos. Nãna se dedica ao trabalho evangelizador com o marido.



Nãna e o marido, Brinco: eles fazem reuniões de louvor e pregação na praia, em igrejas e viajam pelo Brasil para evangelizar


Sarah, hoje pastora, está à frente do Culto das Princesas



CURIOSIDADE BÔNUS: POR QUE ELAS TÊM NOMES TÃO DIFERENTES?
Isso daria para responder dizendo que foi porque os pais quiseram, certo?

Bom, Baby Consuelo e Pepeu Gomes faziam uma linha meio doidivanas e batizaram os seis rebentos com nomes, no mínimo, atípicos. O estilo diferentão estava também no visual da família toda, alguns com cabelos coloridérrimos e todos com roupas exóticas. A ponto de serem impedidos de entrar na Disney porque, reza a lenda, alguém do parque disse que eles chamariam mais atenção que os brinquedos. Daí eles voltaram pro Brasil e compuseram a música 'Barrados na Disneylândia'.



<3 Maravilhosos, sim ou com certeza? <3


Os seis filhos foram batizados de Riroca, Nãna Shara, Zabelê, Pedro Baby, Krishna Baby e Kriptus Rá Baby.

Riroca, depois de adulta, mudou seu nome para Sarah Sheeva. Não sei se isso tem a ver com questões de rima, mas concordo que ela fez bem em trocar. De qualquer maneira, quero terminar dizendo que adoroooo essa família e queria um reality show tipo o dos Kardashians, estrelado por eles.


Fonte: http://entretenimento.r7.com/blogs/alvaro-leme/lembra-do-snz-zabele-esta-de-volta-agora-em-voo-solo-20150313/


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# News Março/2015: Zabelê lança primeiro álbum solo depois do fim do trio SNZ


Com produção de Domenico, CD conta com a participação de nomes que compõem a nata da nova geração brasileira


A cantora Zabelê, filha de Baby do Brasil e de Pepeu Gomes, que lança álbum homônimo


Longe da desgastada fórmula de simplesmente se dedicar a fazer cover dos pais, Zabelê, de 39 anos, filha de Baby do Brasil e de Pepeu Gomes, chega ao primeiro disco solo (homônimo) prometendo conquistar um lugar próprio no show business contemporâneo.

O álbum 'Zabelê' tem produção independente, assinada por Domenico, e reúne a nata da atual música jovem feita no Brasil. Tocando ou assinando a composição, lá estão André Carvalho, Pedro Sá, Kassin, Marcelo Callado, Alberto Continentino, Moreno Veloso, Gustavo Benjão, Rubinho Jacobina e, bendito é o fruto entre os rapazes, Luísa Maita, autora da faixa 'Na paz'.

“Certo, vamos praticar o bem/Conectar o corpo/Olhar o novo”, recomendam, em boa hora, os versos iniciais de 'Prática', de André Carvalho, com a qual Zabelê abre o instigante disco. Puxada por 'Nossas noites', de Alberto Continentino e Domenico, Zabelê reúne uma série de referências essenciais na formação da moça, que vão desde a balada pop ao bolero, passando por Henry Mancini e Burt Bacharach, literalmente citados na faixa, que vai ganhar clipe.

O show de lançamento deve ser no mês que vem, em São Paulo. A cantora já ensaia a performance com banda desde fevereiro. Mestre Marcos Valle dá seu aval no material de divulgação do disco: “Zabelê está com uma delícia de timbre e ginga, em companhia de uma moçada que cria, inventa, renova, a cada timbre, a cada arranjo, a cada canção”.

A própria Zabelê cuida de esclarecer que a mãe, Baby do Brasil, não tem nenhuma influência no atual momento de sua vida. ”Já a tenho no DNA, no sangue, no rosto. A minha faculdade musical são meus pais e todas as gerações posteriores e anteriores que eles me aplicaram”, traduz, sem negar o timbre vocal parecidíssimo com o de Baby.

Do pai, Pepeu Gomes, Zabelê acredita ter herdado o bom humor. “Sou igual a ele na espontaneidade, no riso solto e na alegria de viver sorrindo. Desde a infância meu pai sempre brincou muito com a gente”, diz, ressaltando a herança genética dos pais Novos Baianos, que fizeram história na música pop brasileira dos anos 1970.

As influências da cantora, que vão da música pop ao jazz, passando pela bossa nova, também são evidentes em Zabelê. Ela afirma que a demora em assumir a carreira solo, depois do fim do grupo SNZ, em 2009, que integrou ao lado das irmãs Sarah Sheeva e Nãna Shara, foi necessária para ela. “O tempo só ajudou a oxigenar”, afirma.

Longe da trilha gospel trilhada pelas irmãs, Zabelê tem tudo para seguir em caminho solo, garantindo espaço no disputado mercado brasileiro, onde as mulheres sempre predominaram.

Se por um lado na estreia ela evitou associar o nome à marca Novos Baianos, por outro, faz questão de trazer à tona uma outra família. A que ela diz formar com Domenico, Pedro Sá e Moreno Veloso (com quem faz dueto em 'Cara de cão', de Gustavo Benjão e Domenico).

“É uma galera musical absurda. Convivemos desde a Escola Senador Corrêa, no Rio, onde estudamos.” A escolha de Domenico para produzir o disco solo de estreia, portanto, está explicada. “Pensei nele neste momento novo da minha vida. Para me ajudar a descobrir quem é Zabelê, quem é a cantora. Enfim, partimos para buscá-la sem maquiagem, sem máscaras, sem mágicas”, conclui a cantora, cuja singeleza remete inevitavelmente à Baby do Brasil jovem.


• FAIXA A FAIXA

» 'Prática', André Carvalho
» 'Céu', Zabelê, Pedro Sá e Domenico
» 'Enquanto desaba o mundo', Kassin
» 'Atenção', Marcelo Callado
» 'Colado', Alberto Continentino e Domenico
» 'Na paz', Luísa Maita
» 'Nossas noites', Alberto Continentino e Domenico
» 'Cara de cão', Gustavo Benjão e Domenico
» 'Livre', Domenico
» 'Sabadá', Rubinho Jacobina


Fonte: http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/musica/2015/03/24/noticia_musica,165958/zabele-lanca-primeiro-album-solo-depois-do-fim-do-trio-snz.shtml


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# News Março/2015: Filha de Baby, Zabelê volta à cena com CD solo produzido por Domenico


Filha de Baby do Brasil se une a músicos da cena contemporânea carioca em seu primeiro disco solo



Uma das filhas de Baby do Brasil, projetada no universo pop brasileiro como integrante do trio SNZ (1997 - 2009), Zabelê Gomes inicia sua discografia solo neste mês de março de 2015 com a edição de seu primeiro álbum, Zabelê. No disco, produzido por Domenico Lancellotti, a cantora e compositora dá voz a dez músicas inéditas, todas assinadas por nomes da cena contemporânea brasileira. Prática (André Carvalho), Céu (Zabelê, Pedro Sá e Domenico Lancellotti), Enquanto desaba o mundo (Kassin), Atenção (Marcelo Callado e Quito Ribeiro), Colado (Alberto Continentino e Domenico Lancellotti), Na Paz (Luísa Maita), Nossas noites (Alberto Continentino e Domenico Lancellotti), Cara de cão (Gustavo Benjão e Domenico Lancellotti), Livre (Domenico Lancellotti) e Sabadá (Rubinho Jacobina) são as dez músicas do disco, cuja capa exibe (bela) arte assinada por Domenico Lancellotti. O álbum Zabelê chega ao mercado fonográfico em boa edição da Pommelo.


Fonte: http://www.blognotasmusicais.com.br/2015/03/filha-de-baby-zabele-volta-cena-com-cd.html


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# News Março/2014: Filha de Baby, Zabelê volta à cena com CD solo produzido por Domenico


Cantora volta ao showbizz quatro anos depois do fim do SNZ

POR GUILHERME SCARPA




RIO - Ter Baby do Brasil e Pepeu Gomes no DNA não é mole, não.

— Tem um lado que liberta e outro que aprisiona. Mas isso é a minha vida. Sempre foi assim — reflete Zabelê.

“Escondidinha” dos pais, a cantora está há um ano preparando seu trabalho mais ambicioso. Ela, que ficou conhecida ao lado das irmãs Sarah Shiva e Nãna Shara no trio SNZ, extinto em 2010, se enfurnou em estúdio com Domenico Lancellotti para dar forma a seu primeiro álbum solo.

— Minha mãe fica me perguntando: “Não vai me mostrar? Como é que está? Fala!”. Mas ela e a família só vão ouvir quando estiver pronto. Não queria nenhuma influência. Lá em casa todo mundo tem personalidade forte. Estou me testando, me descobrindo. Precisava fazer isso sozinha — explica a cantora.

O projeto, com lançamento previsto para o final do primeiro semestre, está em fase de mixagem, pilotada por Moreno Veloso, amigo de infância de Zabelê, e vai mostrar o intenso processo de reinvenção a que esta herdeira dos Novos Baianos se submeteu.

— A gente demorou a colocar a voz dela. Rolou um redescobrimento. Ela ouviu cantoras como Nara Leão, que não projetam a voz, e surgiu sem maneirismos ou vícios. Surpreendeu-me muito — conta Domenico, satisfeito.

— Eu peguei o material já todo pronto. Não participei da feitura. Ela tá cantando tão bonito... — elogia Moreno.


“Sou a ovelha negra”

Antes, a pegada de Zabelê era bem mais pop, como está impressa no hit “Retrato imaginário”, do SNZ, uma das músicas mais executadas no ano 2000. O grupo terminou, segundo ela, não por qualquer desentendimento, mas pelo caminho gospel que Sarah e Nãna decidiram tomar.

— Eu sou a ovelha negra — brinca. — Fomos fiéis àquele momento. Tenho muito orgulho da minha trajetória. O SNZ foi a primeira contratação da Warner feita pelo Tom Capone (produtor e diretor artístico da gravadora, morto em um acidente em 2004). Meu pai adorava o trabalho vocal que a gente fazia. Mas agora me vejo de outra forma. Foi tão intenso o processo de criação que veio uma outra voz — diz Zabelê, que não rejeita as inevitáveis comparações com a mãe.

— A voz dela parece com a da Baby na época dos Novos Baianos — compara Domenico.

O novo trabalho, dividido em dez faixas, traz canções do produtor, e mais de Kassin, Rubinho Jacobina e Alberto Continentino. Segundo Moreno, “algumas são como chiclete para os ouvidos”.

— É música brasileira contemporânea — ele define, destacando “Sabadabadá”, única faixa revelada pelos três, uma composição de Jacobina. — Ela tem como características a mistura de sons acústicos e eletrônicos. E uma espontaneidade, afinação do canto.

A reunião de Zabelê, Moreno e Domenico é um revival da época em que os três estudavam no Colégio Senador Corrêa, na Praça São Salvador, em Laranjeiras.

— Eu morava na Rua Lopes Quintas, no Jardim Botânico, e o Moreno, na Peri, ali ao lado, com os pais. A gente sempre se frequentava. E depois veio o Domenico estudar na mesma escola — conta Zabelê.

O reencontro começou com uma série de reuniões em 2013.

— Tenho abertura com eles. Às vezes, a gente esquece que é trabalho, sabe? O mais legal é que ainda não sei aonde vou me encaixar. Quero seguir em carreira solo, experimentar. A produção é independente, sem deadline, sem pressa. Queria ficar livre para a criação, para achar essa nova identidade. É esse o barato do artista. Acho que todo mundo vai se surpreender — acredita a cantora.


Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/zabele-se-une-domenico-lancellotti-moreno-veloso-na-producao-de-um-disco-solo-11840212


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# News 2012: Zabelê na Revista Contigo




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Biografia

Zabelê Gomes






Discografia


SNZ [2000]

SarahNãnaZabelê [2001]

Remix Hit's [2002]

Zunzum e Pronto [2006]

Zabelê [2015]







 


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